Legisladores dos dois países assinam projetos de Lei que pretendem dosar o uso de recursos gráficos em peças publicitárias; motivo seria a influência que as imagens causariam nas incessante busca das mulheres pela beleza perfeita
As mulheres de rostos e corpos perfeitos que estampam anúncios e peças de publicidade na Europa, cuja boa forma e beleza despertam atenção- e, muitas vezes, inveja – na ala feminina estão no alvo dos legisladores da França e do Reino Unido.
Nessa semana, algumas propostas que visam regulamentar e estabelecer novas regras para determinados anúncios publicitários nesses países geraram polêmica e ganharam repercussão no continente e no restante do mundo. O ponto principal da questão – de acordo com os legisladores e políticos que apóiam essas idéias – é que a exposição de modelos de beleza perfeita estaria colaborando para o mal estar físico, psicológico e social das mulheres européias, que estariam vivendo uma incessante e massacrante busca por uma beleza inatingível.
E, já que as mulheres comuns não podem se tornar as modelos de capas de revistas, os legisladores querem que os rostos e corpos dos anúncios sejam mais realistas e sem idealizações. Para isso, a legisladora francesa Valeria Boyer apresentou uma medida na Assembleia Nacional, na semana passada, que, caso aprovada, iria mexer bastante com o mercado publicitário local. Segundo ela, qualquer anúncio que apresente uma foto que foi retocada por recursos gráficos (como o programa de tratamento de imagens Photoshop, por exemplo), deverá, obrigatoriamente, conter uma frase de alerta informando que aquela imagem não é real. Caso o projeto seja aprovado, quem descumprir a determinação estaria sujeito a uma multa de 37,5 mil euros (US$ 55 mil).
Assim como a política do partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, o Partido Liberal Democrata do Reino Unido também está preocupado com o efeito que os retoques nas fotografias estão causando nas mulheres. Um dos parlamentares do partido apresentou uma proposta que prevê a proibição do uso de qualquer recurso de informática para alterar imagens de campanhas destinadas a menores de 16 anos – por considerar essa faixa etária a mais influenciável para a assimilação de ideais de beleza equivocados.
(fonte: www.meioemensagem.com.br)

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